Bolão: Oscar 2008

29/01/2008

Aproveitando o tempo maior que estou tendo para atualizar o Cine Resenhas, venho com a proposta de formar o Bolão do Oscar 2008. Nada melhor do que os palpiteiros participarem e ver se, na noite da cerimônia, os votos serão correspondidos pela Academia na noite do dia 24 de Fevereiro, realizado no luxuoso Kodak Theatre, em Hollywood. As regras de participação são básicas, pois basta confirmar a participação enviando um e-mail para o alex.cinefilo@hotmail.com com a lista dos indicados. A pontuação será feita a partir da porcentagem do cinéfilo em determinado indicado das categorias, seguindo o exemplo abaixo:

» Indicados:
- Gênio Indomável (15%)
- Ou Tudo Ou Nada (10%)
- Los Angeles – Cidade Proibida (40%)
- Titanic (20%)
- Melhor é Impossível (15%)

Lembrando que o limite da porcentagem é de 100% (que equivale a 100 pontos) e que o mesmo número pode tanto ser apostado somente num candidato ou distribuído da forma desejada entre os outros indicados. O prazo final para o envio das listas acontecerá no dia 23 de Fevereiro. Ah, o vencedor não ganhará prêmio algum, mas deve se contentar com a felicidade de ter vencido com a maior pontuação (ehehehe…). O resultado do Bolão será exibido no Blog no dia 26 de Fevereiro. Boa sorte!

INDICADOS AO OSCAR 2008:

Melhor Filme:
“Desejo e Reparação”, produzido por Tim Bevan, Eric Fellner e Paul Webster.
“Juno”, produzido por Lianne Halfon, Mason Novick e RussellSmith.
“Conduta de Risco”, produzido por Sydney Pollack Jennifer Fox e Kerry Orent.
“Onde Os Fracos Não Tem Vez” produzida por Scott Rudin Ethan Coen e Joel Coen.
“Sangue Negro”, produzido por Jonne Carimbar, Paul Thomas Anderson e Daniel Lupi.

Melhor Diretor:
Julian Schnabel por “O Escafandro e a Borboleta”.
Jason Reitman por “Juno”.
Tony Gilroy por “Conduta de Risco”.
Joel e Ethan Coen por “Onde os Fracos Não Têm Vez”.
Paul Thomas Anderson por “Sangue Negro”.

Melhor Ator:
George Clooney por “Conduta de Risco”.
Daniel Day-Lewis por “Sangue Negro”.
Johnny Depp por “Sweeney Todd – o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”.
Tommy Lee Jones por “No Vale das Sombras”
Viggo Mortensen por “Senhores do Crime”.

Melhor Ator Coadjuvante:
Javier Bardem por “Onde os Fracos Não Têm Vez”
Tom Wilkinson por “Conduta de Risco”
Hal Holbrook por “Na natureza selvagem”
Casey Affleck por “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”
Philip Seymour Hoffman por “Jogos do Poder”

Melhor Atriz:
Julie Christie por “Longe Dela”
Marion Cotillard por “Piaf – Um Hino ao Amor”
Ellen Page por “Juno”
Cate Blanchett por “Elizabeth – The Golden Age”
Laura Linney por “The Savages”

Melhor Atriz Coadjuvante:
Cate Blanchett por “Não estou lá”
Amy Ryan por “Medo da verdade”
Saoirse Ronan por “Desejo e reparação”
Tilda Swinton por “Conduta de Risco”
Ruby Dee por “O Gângster”

Melhor roteiro adaptado:
“O Escafandro e a Borboleta”
“Onde os fracos não têm vez”
“Desejo e reparação”
“Longe dela”
“Sangue negro”

Melhor roteiro original:
“Juno”
“The Savages”
“Ratatouille”
“Conduta de risco”
“Lars and the real girl”

Melhor Filme Estrangeiro:
“The Counterfeiters”, de Stefan Ruzowitzky (Áustria)
“Beaufort”, de Joseph Cedar (Israel)
“Mongol”, de Sergei Bodrov (Cazaquistão)
“Katyn”, de Andrzej Wajda (Polônia)
“12″, de Nikita Mikhalkov (Rússia)

Melhor longa de animação:
“Ratatouille”
“Persépolis”
“Tá dando onda”

Melhor direção de arte:
“O Gângster”
“Desejo e Reparação”
“A Bússola de Ouro”
“Sweeney Todd – o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”
“Sangue Negro”

Melhor Fotografia:
“O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford”
“Desejo e Reparação”
“O Escafandro e a Borboleta”
“Onde os Fracos Não Têm Vez”
“Sangue Negro”

Melhor Figurino:
“Across the Universe”
“Desejo e Reparação”
“Elizabeth: a Era de Ouro”
“Piaf – Um Hhino ao Amor”
“Sweeney Todd – o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”

Melhor Documentário:
“No End in Sight”
“Operation Homecoming”
“SOS Saúde”
“Taxi to the Dark Side”
“War/Dance”

Melhor Documentário em Curta-metragem:
“Freeheld”
“La corona”
“Salim Baba”
“Sari’s mother”

Melhor Edição:
“O Ultimato Bourne”
“O Escafandro e a Borboleta”
“Na Natureza Selvagem”
“Onde os Fracos não Têm Vez”
“Sangue Negro”

Melhor Maquiagem:
“Piaf – um Hino ao Amor”
“Norbit”
“Piratas do Caribe – no Fim do Mundo”

Melhor Trilha Sonora Original:
Dario Marianeli (“Desejo e Reparação”)
Alberto Iglesias (“O Caçador de Pipas”)
Marco Beltrami (“3:10 to Yuma”)
James Newton Howard (“Conduta de Risco”)
Michael Giacchino (“Ratatouille”)

Melhor Canção Original:
“Falling slowly”, de Glen Hansard e Marketa Irglova (“Once”)
“Happy working song”, de Alen Menken e Stephen Schwartz (“Encantada”)
“Raise it up”, autor a ser determinado (“August Rush”)
“So close”, de Alan Menken e Stephen Schwartz (“Encantada”)
“That’s How You Know”, de Alan Menken e Stephen Schwartz (“Encantada”)

Melhor Animação de Curta-metragem:
“I Met the Walrus”
“Madame Tutli-Putli”
“Meme lês Pigeons Vont au Paradis”
“My Love”
“Peter and the Wolf”

Melhor Curta-metragem:
“At Night”
“Il Supplente”
“Le Mozart des Pickpockets”
“Tanghi Argentini”
“The Tonto Woman”

Melhor Mixagem de Som:
“O Ultimato Bourne”
“Onde os Fracos não Têm Vez”
“Ratatouille”
“3:10 to Yuma”
“Transformers”

Melhor Edição de Som:
“O Ultimato Bourne”
“Ratatouille”
“Onde os Fracos Não Têm Vez”
“Sangue Negro”
“Transformers”

Melhor Efeito Especial:
“A Bússola de Ouro”
“Piratas do Caribe – no Fim do Mundo”
“Transformers”

Duro de Matar 4.0

28/01/2008

Aos últimos passos da década de 1980, o diretor John McTiernan conquistou dois feitos no mínimo impressionantes com o seu “Duro de Matar”: incluí-lo na relação de melhores filmes passados na festejada data de natal e, claro, revolucionar o modo de se fazer cinema de ação. O John McClane que levou Bruce Willis ao primeiro time de Hollywood era um herói destemido, honesto e comum, o que desviava dos estereotípicos de mocinhos valentões que banalizaram o cinema aquela década e que prossegue até hoje no gênero. Também somam créditos a ação bem competente e um vilão encarnado por Alan Rickman sem nenhuma caricatura. Mas é uma série cinematográfica que, mesmo bem sucedida chegando a sua terceira seqüência com “Duro de Matar 4.0″, não tem uma boa estrutura em seu enredo, exceto pelo que se diz respeito à vida pessoal de McClane, como os desentendimentos com sua esposa e a presença de sua filha Lucy (Mary Elizabeth Winstead) neste recente episódio.
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Estão lá alguns diálogos hilários soltados pelos personagens centrais, mas o blecaute surgido propositalmente como ataque terrorista pelo vilão Thomas Gabriel (Timothy Olyphant) renderia muito mais se a dupla de roteiristas Mark Bomback e Doug Richardson fosse esperta o suficiente para usar este caos como o fim de um país sem a energia como sua necessidade primordial, e não jogá-lo para segundo plano. É como imaginar nosso cotidiano sem eletricidade, o que nos impossibilita trabalhar, se divertir, enfim, viver, algo que David Koepp imaginou e estacionou no meio do caminho com o seu suspense “O Efeito Dominó”. O diretor por trás da série “Anjos da Noite”, Len Wiseman, consegue provocar boa química entre a inusitada dupla que se forma entre John McClane e o nerd da informática Matt Foster (Justin Long) e ainda é capaz de entregar as melhores seqüências de ação do ano passado, como a eletrizante perseguição no túnel que termina com uma improvável explosão. Mas não é à toa que toda a franquia “Duro de Matar” venha à memória mais por John McClane e a competência de Willis em incorporá-lo e menos por suas histórias pouco engenhosas e bem preguiçosas.
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Título Original: Live Free or Die Hard
Ano de Lançamento: 2007
Direção: Len Wiseman
Elenco: Bruce Willis, Justin Long, Timothy Olyphant, Mary Elizabeth Winstead, Maggie Q, Jeffrey Wright, Cliff Curtis e Kevin Smith.
Nota: 7.0 

O Ultimato Bourne

25/01/2008

Desde seu lançamento em 2002, Doug Liman injetou vigor no gênero com o filme “A Identidade Bourne”, inspirado num livro de Robert Ludlum e com roteiro de Tony Gilroy (que fez sua estréia em longa-metragem recentemente com o aclamado “Conduta de Risco”), dando início a uma série bem-sucedida, inteligente e com ação espetacular. O final da saga, ao menos como foi anunciado, do herói desmemoriado Jason Bourne (Matt Damon) é novamente preenchido pela sua busca em desvendar todo o passado que o condena ao mesmo tempo em que é procurado pela CIA e caçado por assassinos profissionais a mando de Noah Vosen (David Sthathairn). Neste episódio também é reaproveitado a personagem interpretada por Julia Stiles, Nicky Parsons, assim como Pamela Landy (ótimo desempenho de Joan Allen).
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Superior ao anterior, “A Supremacia Bourne”, que primava pela monotonia, Paul Greengrass ainda persiste nas câmeras estremecidas tanto nas sequências mais amenas como naquelas difíceis de serem visualizadas quando ocorrem perseguições e conflitos, mas que lhe beneficiaram tão bem em “Vôo United 93″. Por outro lado, realizou em “O Ultimato Bourne” um bom trabalho com o apoio de uma montagem excepcional e com a tensão que foi capaz de instaurar nos acontecimentos mais decisivos. Só que lhe faltou um desfecho que garantisse ao público surpresa em questão do que realmente Jason Bourne é. Isso fez com que a interação por interesses entre Vosen e Landy em encontrar Bourne soasse mais intrigante do que os mistérios que rondam o personagem-título.
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Título Original: The Bourne Ultimatum
Ano de Produção: 2007
Direção: Paul Greengrass
Elenco: Matt Damon, Julia Stiles, Joan Allen, David Strathairn, Daniel Brühl, Paddy Considine, Scott Glenn, Edgar Ramirez e Albert Finney
Nota: 7.0

P.S. Eu Te Amo

23/01/2008

No material extra disponível no filme “Escritores da Liberdade”, é também fornecido comentários em áudio do diretor Richard LaGravenese e a protagonista Hilary Swank. Ao término dos comentários do filme, baseado em fatos verídicos da luta de uma professora em manter uma nova didática com seus alunos indisciplinados e sem perspectivas por influência da vida que levam, houve certo ânimo do cineasta e da atriz em repetir futuramente a parceria. O resultado veio rapidamente com “P.S. Eu Te Amo”, drama onde Holly Kennedy (Swank) tenta superar a morte do marido Gerry (Gerard Butler), com o qual se casou jovem e viveu durante um longo tempo. Além de contar com o apoio das melhores amigas Sharon (Gina Gershom) e Denise (Lisa Kundrow), Holly também recebe o conforto de algumas mensagens que são enviadas num curto espaço de tempo, cada um ao seu modo, escrito pelo seu próprio marido quando ainda estava vivo e já preparado com o fato de que não adiantaria lutar contra o tumor cerebral que causara sua morte prematura. Também ganha consolo ao fazer uma inesperada amizade com Daniel Connelly (Harry Connick Jr.), homem que nutre certa paixão por ela.
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Mais conhecido pelas assinaturas em roteiros de dramas sensíveis como “As Pontes de Madison” e “A Princesinha”, LaGravenese prova neste seu quarto trabalho como cineasta de longas metragens que já possui a experiência necessária para prosseguir a carreira por trás das câmeras, o que fica patente quando conduz duas emoções distintas que poderia destroçar toda a trama quando unidas: o humor e o drama. Mas LaGravenese, com o apoio do seu elenco acima da média, cumpriu a dificuldade com a aplicação de piadas e situações originais e, especialmente, melancolia nas ocasiões exatas. É belo os acertos que cometeu com essas idas e vindas no tempo, através de recordações, que abordam desde a paixão à primeira vista de Holly e Gerry e os duros instantes onde Holly reflete sobre a possibilidade de que poderia expressar mais a sua paixão caso não deixasse que certos desentendimentos fossem tão expressivos. E essa situação encenada no filme, por mais que tenha lá todos os seus momentos descompromissados, possibilita ao seu público a oportunidade de ser compartilhada com as pessoas mais próximas.
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Título Original: P.S. I Love You
Ano de Produção: 2007
Direção: Richard LaGravenese
Elenco: Hilary Swank, Gerard Butler, Lisa Kudrow, Gina Gershon, Harry Connick Jr., James Marsters, Jeffrey Dean Morgan e Kathy Bates.
Nota: 8.0

Paranóia

21/01/2008

Ainda que eficientes no dever de chocar o seu público, muitos longas do cineasta Alfred Hitchcock eram apedrejados, na época de seu lançamento, pela estrema coragem do cineasta, o que, a sua maneira, quebrava certos padrões daquela geração. Ainda que não tenha sido o único a se consagrar como mestre do suspense (entretanto, o maior já existente), não tardou para Hitchcock se tornar referência neste gênero de cinema. Não faltam modos para comprovar a afirmação: os filmes do mestre já foram sujeitos a refilmagens (“Um Crime Perfeito”, “Psicose”) e serviram como referências sutis (as câmeras de Paul Verhoeven em “Instinto Selvagem” e até mesmo em “O Chamado”). Mas houve outros cineastas que foram totalmente influenciados pelo talento de Hitchcock em suas produções, mas poucos foram capazes de fazê-lo com carinho, astúcia, elegância e originalidade. Salva-se Robert Zemeckis e seu “Revelação” e, inegavelmente, o grande Brian De Palma, outro cineasta que se firmou como mestre, proporcionando os melhores filmes da década de 1970 e 1980. .
D. J. Caruso, cujo único filme digno de nota é “A Sombra de Um Homem”, não tem talento para encenar um argumento similar ao clássico “Janela Indiscreta” e muito menos uma paixão avassaladora pelo cinema para ousar trabalhar num projeto que pretende ser um filme de referências hitchcockianas para as novas gerações – e tudo piora quando, na verdade, trata-se de uma história protagonizada por um adolescente. Kale (Shia LaBeouf) é um rapaz que perde o seu pai em um terrível (e mal feito) acidente automobilístico. Um comentário soltado pelo seu professor em relação a essa perda o faz sair do controle, resultando numa temporária prisão domiciliar. O restante, ainda que tenha sua graça, remete aos momentos juvenis de algumas atrações globais, entre eles, interesse pela vizinha que acaba de se mudar, Ashley (repare nas semelhanças – mas não as artísticas – de Sarah Roemer com Cate Blanchett), a presença de Ronnie (Aaron Yoo), o amigo canalha de Kale e um psicopata composto pelo vilão de sempre David Morse, como o Sr. Turner, suspeito pelo desaparecimento de diversas mulheres pelas redondezas. Sem conseguir pregar sustos engenhosos e muito menos reviver a atmosfera envolvente de “Janela Indiscreta”, D. J. Caruso só obtém desprezo daqueles que aguardavam por uma homenagem inventiva ao mestre do suspense. .
Título Original: Disturbia
Ano de Produção: 2007
Direção: D.J. Caruso
Elenco: Shia LaBeouf, Sarah Roemer, Aaron Yoo, David Morse, Carrie-Anne Moss, Jose Pablo Cantillo, Matt Craven e Viola Davis.
Nota: 5.0