1: Ashley Judd, por “Possuídos”
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- A maior injustiça nas principais premiações de cinema é o total esquecimento de Ashley Judd. Após assistir o seu desempenho neste suspense psicológico de William Friedkin a primeira coisa que vem em mente, antes do que pode ser discutido em questão do próprio texto do longa, é o porquê da Academia não celebrar uma indicação neste papel forte, onde a atriz se entrega de corpo e alma – literalmente (“I am the super mother bug!” é o momento mais poderoso da atriz e do filme) . E não é só isso. Judd também arrebenta em “Encontros ao Acaso”, drama dirigido pela atriz de “Procura-se Amy”, Joey Lauren Adams, onde quase acabou sendo relacionada por mais uma vez na relação de melhores interpretações femininas de 2007. 

2: Judi Dench, por “Notas Sobre Um Escândalo”
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- Judi Dench tem sido lembrada pelo Oscar nos últimos anos. Antes da indicação por “Notas Sobre Um Escândalo” e depois da glorificação por sua presença de minutos em “Shakespeare Apaixonado”, a veterana atriz de 73 anos recebeu menções em “Chocolate”, “Iris” e “Sra. Hendenson Apresenta”. Mas é em “Notas Sobre Um Escândalo” que prevalece aquele que pode ser destacado o seu melhor trabalho, ainda que não se possa dar muitos méritos ao próprio filme. E será que podemos dizer que Barbara Covett é uma vilã? Ou é, na verdade, um espelho do que podemos nos tornar ao almejar por uma única companhia num amplo tempo de solidão? 

3: Charlize Theron, por “No Vale das Sombras”
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- Antes de laureada com o Oscar de melhor atriz em “Monster – Desejo Assassino”, a bela Charlize Theron se fez notar com ótimos desempenhos em longas pouco elogiados mas de boas intenções (“Doce Novembro”, “Homens de Honra”), compôs uma femme fatale para lá de memorável no divertido “O Escorpião de Jade”, de Woody Allen (inclusive, Theron já havia trabalhado com o cineasta em “Celebridades”, uma das únicas coisas boas do longa) e marcou presenças em filmes para lá de legais, como “Uma Saída de Mestre” e “O Advogado do Diabo”. Já eram evidências de que, mesmo não tendo total expressividade, comprovavam que uma grande musa do cinema estava nascendo. E Charlize não caiu nessas armadilhas que muitos classificam como a maldição do Oscar. Algo evidente no seu esplêndido desempenho em “Terra Fria” (segunda indicação ao prêmio) e, claro, “No Vale das Sombras”. No papel de uma mãe batalhadora que ajuda Tommy Lee Jones a desvendar a morte do próprio filho, Theron torna o filme ainda mais tocante e eficiente. E alguém duvida de que ela ainda dará o que falar nas próximas gerações? 

4: Keri Russell, por “Garçonete”
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- Bem sucedida, porém não muito elogiada, a série “Felicity” rendeu bons frutos nos seus quatro anos de exibição. O maior deles, entretanto, é conhecido pelo nome de Keri Russell. Apesar de toda a fama adquirida (e um Globo de Ouro) por dar vida a jovem Felicity Porter, as propostas para iniciar a sua carreira no cinema não eram das mais interessantes. Esteve em “A Outra Face da Raiva”, um filme cuja atenção estava focada exclusivamente na ótima química existente entre Joan Allen e Kevin Costner. “Fomos Heróis” é um drama de guerra insosso onde Russell faz o papel de esposa de Chris Klein. E ela arrebentou em “Missão: Impossível: 3”, mas J.J. Abrams não deu o destaque merecido a moça que ele mesmo revelou em “Felicity”. Mas em “Garçonete” não há do que se queixar. Russell entrega uma expressão de cansaço a sua Jenna, cuja existência parece que nunca lhe proporcionou a felicidade que almeja, mas que no fundo reserva um brilho de esperança. E é esse brilho todo especial e iluminado que destaca a atriz como responsável por uma das melhores performances em 2007. 

5: Helen Mirren, por “A Rainha”
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- Finalmente a grande atriz britânica ganha o seu merecido Oscar num ano onde a disputa não era fácil, mesmo que, seu resultado, previsível. O prêmio está mais para um pedido de desculpas para uma atriz que já havia brilhado em filmes recentes como “As Garotas do Calendário”, “Assassinato em Gosford Park” (ainda que este filme de Robert Altman não passe de um suspense enfadonho metido a comédia) e no longa televisivo fenomenal “De Porta em Porta”. Fantástica da primeira a última cena, Mirren vale o filme que, talvez pela correta direção de Stephen Frears, não é excelente - assim como Michael Sheen, excelente no papel de Tony Blair.

1: Jackie Earle Haley, por “Pecados Íntimos”
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- No anonimato desde 1993, Jackie Earle Haley não poderia retornar de forma mais triunfal do que a vista em “Pecados Íntimos”. Trata-se de uma interpretação lembrada pelo Oscar onde lida com um grande desafio: interpretar um sujeito que ainda depende da própria mãe e que fora preso pela acusação de pedofilia. E todas as cenas com o seu Ronnie são as melhores do filme, desde aquela onde ele é expulso de uma piscina pública até o acontecimento posterior a este onde ele tem o seu primeiro encontro com uma mulher madura através de um anúncio de jornal. Ano que vem o ator tem tudo para ser reconhecido mundialmente pelo seu talento no lançamento de “Watchmen”, um dos blockbusteres mais aguardados dos últimos tempos.

2: Alan Rickman, por “Perfume – A História de Um Assassino”
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- Difícil imaginar que Alan Rickman, um dos melhores atores britânicos em atividade, não seja ainda um nome reconhecido por todos depois de tantos grandes momentos nos cinemas. Desde sua estréia nas telonas como o inesquecível vilão Gruber em “Duro de Matar”, Rickman poucas vezes ganhou destaque como protagonista, sendo “Um Certo Olhar” uma das raras exceções. Em “Perfume – A História de Um Assassino” o ator de 62 anos tem vastos instantes para expressar todas as suas emoções como o pai preocupado da bela Rachel Hurd-Wood. E também aparece na cena-chave do filme, a já antológica sequência de orgia na praça pública. Mas deve ser mesmo como o sombrio Severus Snape nos próximos filmes da série “Harry Potter” que Alan Rickman expandirá o seu número de fãs.
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3: Daniel Craig, por “Confidencial”
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- Antes de bombar com “007 – Cassino Royale” e, consequentemente, despertar a fúria dos fãs mais fiéis do personagem por causa das diversas mudanças do recente filme em comparação com todos os outros da longa franquia, Daniel Craig participou de “Confidencial”, um drama independente ao qual reserva o melhor desempenho da sua carreira ao lado de “Sylvia – Paixão Além das Palavras”. Na inevitável comparação com “Capote”, filme rodado no mesmo período de “Confidencial”, mas lançado um ano antes, Craig ganha de lavada de Clifton Collins Jr., vendo que ambos se encarregaram de dar vida ao assassino Perry Smith. Apesar da crueldade que comete, a interpretação de Craig é tão poderosa que é impossível não torcermos pelo bem de seu personagem, algo que não aconteceu com o Perry Smith da vida real.

4: Robert Downey Jr., por “A Pele”
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- Astro tárdio de Hollywood, o ator só foi associado como êxito de blockbusters com o recente “Homem de Ferro”, Robert Downey Jr. parece fascinado por aceitar papéis desafiadores em filmes pouco comuns. Apesar da celebração da sua interpretação como Charles Chaplin no filme de Richard Attenborough, o versátil Downey Jr. passou por graves problemas na justiça na década passada. Uma fase já superada há muito tempo. Em “A Pele” ele encara o personagem mais excêntrico da sua carreira. Trata-se de Lionel Sweeney, homem culto repleto de pêlos por todas as partes do corpo e que desperta uma itensa paixão na fotógrafa Diane Arbus, interpretada por Nicole Kidman. É um papel bonito, que melhor representa o mundo fascinante e melancólico da profissional homenageada. 

5: Paul Rudd, por “Nunca é Tarde Para Amar”
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- Quem disse que comediantes não têm vez aqui no Cine Resenhas? Um dos atores que a diretora Amy Heckerling mais gosta de trabalhar, como avaliado no ótimo ”As Patricinhas de Beverly Hills”, “Nunca é Tarde Para Amar” tem gente como Michelle Pfeiffer, Jon Lovitz, Tracey Ullman e até mesmo Saoirse Ronan estreando nos cinemas, mas o filme não seria tão auto-astral sem Rudd. Além do destaque em “A Razão do Meu Afeto” e de ter marcado presença no sexto filme do assassino mascarado Michael Myers, Paul Rudd tem tudo – e muito mais – para continuar arrasando com o seu talento para a comédia. O sucesso de “Ligeiramente Grávidos” e “Ressaca do Amor” que o diga.

1: Toni Collette, por “Segredos na Noite”
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-  Desde 1994 com “O Casamento de Muriel”, de P. J. Hogan, que a australiana Toni Collette vem nos presenteando com o seu itenso talento como atriz a cada nova personagem. Ela consegue ser meiga (“Emma”), uma mãe desequilibrada (“Um Grande Garoto), desesperada (“O Sexto Sentido”) e um pouco maluquinha (“Pequena Miss Sunshine”) e até mesmo encarar cenas de nudez com naturalidade (“A Garota Morta”). Mas a sua especialidade mesmo é com papéis de mulheres tristes e tentando encontrar a alegria de viver, o que mescla todas essas experiências citadas com as restantes que compõem a sua filmografia. Com a sua solitária Donna em “Segredos na Noite” (mais um grande filme lançado diretamente para o mercado de vídeo), Collette recebe a modesta primeira posição neste espaço.

2: Rinko Kikuchi, por “Babel”
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-  De todas as tramas e personagens fascinantes de “Babel”, Rinko Kikuchi é a protagonista da melhor história e atua no melhor papel deste drama de Alejandro González Iñárritu. A provável intenção deste projeto deve ser que é necessário a comunicação para que o conforto e paz prevaleça quando uma ameaça ou tragédia está prestes a surgir. No caso de Chieko, essa barreira da falta de diálogo com as pessoas a impede de expressar o seu lado terno e a necessidade de ser amada. É uma personagem difícil que Kikuchi tira de letra e que ainda é capaz de comover o público.

3: Cate Blanchett, por “Notas Sobre Um Escândalo”
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-  Mais uma atriz da terra dos cangurus a figurar na lista das melhores atrizes coadjuvantes no cinema em 2007. Nem há necessidade de decretar os mesmos elogios que se repetem a cada novo desempenho de Blanchett, uma atriz carismática, dona de uma beleza singular e de uma versatilidade invejável. Enfim, uma das grandes profissionais da atualidade. Mesmo que um suspense e drama irregular, Cate, assim como a grande Judi Dench, dá um show em “Notas Sobre Um Escândalo”. É louvável a fragilidade que a atriz confere a Sheba, professora de Artes que se apaixona por um aluno menor de idade. E a sequência onde Blanchett, totalmente descontrolada e entregue ao papel, encara a imprensa esgotada da situação que está vivendo é para gravar na memória.

4: Sharon Stone, por “Bobby”
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-  Sharon Stone iniciou a carreira em ponta no filme “Memórias”, de Woody Allen. Depois desta oportunidade, a atriz que em breve completou cinquenta anos em março deste ano recebeu propostas em filmes modestos ou bem inexpressivos, como “As Minas do Rei Salomão” e “Lágrimas na Chuva”. Mas o mundo a notou quando Verhoeven trabalhou pela segunda vez com a musa em “Instinto Selvagem” (a primeira colaboração veio com “O Vingador do Futuro”, um dos melhores filmes do gênero ficção-cientifica do início da década de 1980). Daí em diante a atriz era mais associada pelos seus exuberantes traços físicos do que pelo próprio talento como intérprete. É verdade que participações em equívocos como “O Especialista” não impedem que a primeira destas duas impressões se destaque, mas a atriz sempre dá a volta por cima a cada novo escorregão. É o que foi comprovado em muitos momentos da sua carreira e agora confirmado mais uma vez em “Bobby”, filme posterior ao fiasco de “Instinto Selvagem 2”. Além de entregar o melhor desempenho num elenco de peso, Stone ainda surpreende ao participar de “Alpha Dog”, onde, infelizmente, aparece bem pouco.

5: Sandra Bullock, por “Confidencial”
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- Não sei enquanto aos blogueiros, mas tenho um grande afeto por Sandra Bullock. É incrível o charme que ela transmite nas comédias românticas que protagonizou e o quanto elas são irresistíveis (sempre vejo, por exemplo, “Amor à Segunda Vista” quando surge um tempinho livre). Mas essas escolhas mais descompromissadas gerou um preconceito bobo de muitos com a atriz. Se ela se dá tão bem num único gênero e o público se satisfaz com os resultados para que não prosseguir? Mas não é bem isso que Bullock têm em seus planos. Na verdade, Bullock quer também provar que dá certo ao encarar propostas mais sérias e desafiadoras. Harper Lee não tem muito o que fazer quando Truman Capote está em cena, mas “Confidencial” não seria a mesma coisa se não contasse com essa mulher (e com a atriz que a incorpora). E com o perdão aos fãs de Catherine Keener, uma atriz muito talentosa e que respeito profundamente, mas Sandra Bullock deixa o seu superestimado desempenho em “Capote” no chão.

1: Babel, escrito por Guillermo Arriaga.- Roteirista de “Amores Brutos” e “21 Gramas”, Guillermo Arriaga recebeu uma indicação ao Oscar pelo seu roteiro original de “Babel”, talvez o melhor filme desta parceria duradoura com o diretor Alejandro González Iñárritu. Também romancista – o filme “O Búfalo da Noite” é baseado num dos seus livros -, Arriaga provará que sabe dirigir com o filme “The Burning Plain”, onde trabalhará com as formidáveis e belas Charlize Theron e Kim Basinger. 

 

2: Candidato Aloprado, escrito por Barry Levinson.

- Responsável pela melhor sátira política que se tem notícia, sendo o extraordinário “Mera Coincidência”, Barry Levinson também é dono do polêmico texto de “Candidato Aloprado”, um dos melhores filmes do ano passado, infelizmente não exibido nos cinemas nacionais. Uma pena que o filme tenha sido tão mal compreendido entre o público e crítica, fazendo afirmações errôneas de que o longa se perde pela mudança de tons.

3: Garçonete, escrito por Adrienne Shelly.

- Adrienne Shelly (no centro) já somava alguns trabalhos expressivos na carreira, sendo um dos mais conhecidos a sua presença como atriz em “Factotum – Sem Destino”. É lamentável que o mundo a tenha notado justamente quando recebemos o seu último trabalho enquanto viva, o drama “Garçonete”. A menção aqui não serve como tributo à sua morte em 2006, mas pelo belo roteiro que desenvolveu que é repleto de humor, sensibilidade e personagens adoráveis, um feito que Shelly também alcançou ao trabalhar como diretora de “Garçonete”. A sua parceira de cena, a atriz Cheryl Hines (na direita), estréia como diretora de cinema com o último roteiro de Shelly, a comédia ”Serious Moonlight”, que trará Meg Ryan, Kristen Bell, Justin Long e Timothy Hutton.

4: Ratatouille, escrito por Brad Bird, Jan Pinkava e Jim Capobianco.

- Os blogueiros devem saber que não sou grande fã de animações, mas recebi um susto ao ver “Ratatouille”. No bom sentido, claro. Esta que é a melhor animação desde “Monstros S.A.” recebeu a merecida estatueta dourada na categoria de melhor desenho em longa metragem. Com temperos que agradam qualquer um, desde os pequenos até os adultos, o roteiro de “Ratatouille” ainda desenvolveu uma das melhores cenas do ano, aquela onde Anton Ego emociona todo o público ao escrever uma crítica. Belíssimo!

5: Mais Estranho que a Ficção, escrito por Zach Helm.

- E se você soubesse que o protagonista de um provável best-seller que ainda está em fase de desenvolvimento fosse, coincidentemente, você? E o pior: e se esse personagem recebesse um trágico destino nas últimas páginas? Ao escrever as ações que essa situação poderiam gerar Zach Helm foi comparado à genialidade de Charlie Kaufman até se meter como diretor na fantasia “A Loja Mágica dos Brinquedos”. “Mais Estranho que a Ficção” só não é genial por culpa de Marc Foster, um sujeito capaz de cometer belos acertos (“Em Busca da Terra do Nunca”, “A Última Ceia”) e erros “dos brabos” (“A Passagem”, “Gritos na Noite”)

1: Possuídos, escrito por Tracy Letts - com base na peça “Bug”, de Tracy Letts.

- Depois de levar o segundo lugar na categoria de melhor revelação, Letts agora é o destaque entre os melhores roteiros adaptados de 2007. Seu texto é difícil, mas é pelos motivos já descritos na categoria anterior que fazem com que nenhum cinéfilo fique indiferente aos acontecimentos de “Possuídos”, por mais paranóicos que possam ser.

2: Pecados Íntimos, escrito por Todd Field e Tom Perrotta - com base no livro “Criancinhas”, de Tom Perrotta.

- Só mesmo a Academia para explicar o porquê da não premiação do roteiro adaptado de Todd Field e Tom Perrotta no Oscar passado. Além da construção magistral de cada um dos personagens, desde os centrais até os secundários, Field e Perrotta mostra que, apesar das nossas responsabilidades e o tempo de existência, muitas vezes não passamos de crianças ingênuas.

3: Perfume – A História de Um Assassino, escrito por Andrew Birkin, Bernd Eichinger e Tom Tykwer - com base no livro “O Perfume – História de Um Assassino”, de Patrick Süskind. 

- Foi com “Corra, Lola, Corra” que Tom Tykwer recebeu notoriedade como diretor engenhoso e roteirista talentoso. Com a parceria de Andrew Birkin e Bernd  Eichinger, Tykwer conseguiu o feito de entregar o esplêndido “Perfume – A História de Um Assassino”, um livro considerado por muitos mestres do cinema como inadaptável, o que não é pouco.

4: Tropa de Elite, escrito por Bráulio Mantovani, José Padilha e Rodrigo Pimentel - com base no livro “Elite da Tropa”, de André Batista, Rodrigo Pimentel e Luiz Eduardo Soares.

- Pelo visto, se o Cine Resenhas dedicasse uma premiação aos melhores de 2007 dentro do cinema brasileiro provavelmente “Tropa de Elite” encontraria o topo em todas as categorias. É um novo tratamento dado aos elementos já desgastados do nosso cinema. E fica impossível se esquecer de bordões como “Pede para sair” e “O senhor é um fanfarrão”.

5: Notas Sobre Um Escândalo, escrito por Patrick Marber - com base no livro “Anotações Sobre Um Escandalo”, de Zoe Heller

- Patrick Marber já havia recebido um bom reconhecimento com o roteiro de “Closer – Perto Demais”, um dos dramas mais populares do cinema atual pela fantástica maneira como os personagens interpretados por Julia Roberts, Jude Law, Natalie Portman e Clive Owen se relacionam. No entanto, o que foi feito pela adaptação de “Anotações Sobre Um Escândalo” é o maior destaque. Nas mãos de Richard Eyre, o texto merecia um destino melhor. Mas não é sempre que o público é brindado com Barbara Covett’s.