Por Amor

31/03/2009

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Em “Por Amor”, David Hollander, que tem 40 anos e que estréia na direção de longa-metragem, se baseia no pequeno conto “A Mansão na Colina” para narrar o triste momento que Andrew Wakefield (Ashton Kutcher) está vivendo. É que sua irmã fora brutalmente assassinada, com hematomas e queimaduras por todo o corpo nu encontrado próximo a um rio numa manhã. Sua vida se resume a trabalhar uniformizado como um frango na entrada de um fast-food, aperfeiçoar as suas habilidades como lutador e, com o apoio de sua mãe Gloria (Kathy Bates), cuidar de sua sobrinha enquanto acompanha o longo processo do julgamento de Tom Friedinger (Aleks Paunovic, o melhor do elenco), acusado pelo assassinato de sua irmã por ser a última pessoa vista estabelecendo contato com ela.

Essa história possibilita como nunca aconteceu (talvez somente em “Efeito Borboleta”) ao jovem ator Ashton Kutcher a provar um talento dramático aprisionado dentro de si depois de tantas comédias consecutivas em sua carreira. Embora longe de ser algo arrebatador, Kutcher desenvolve sutilmente o seu Andrew, como uma pessoa fechada a possibilidades e que zela pela honra de sua irmã, dona de um caráter meio duvidoso.

Apesar da boa história que se tem inicialmente, “Por Amor” aos poucos vai perdendo os rumos quando Michelle Pfeiffer aparece. Chama a atenção o fato da atriz continuar com uma beleza irretocável nos seus já cinquenta anos de vida, mas a sua performance é sem brilho por conta da personagem que tem de incorporar. Ela também, junto ao seu filho surdo-mudo Clay (Spencer Hudson), lida com a dor da perda, já que perderam o marido depois de um ajuste de contas. Mas é imperdoável um filme substituir o luto dos seus personagens por um romance inconvincente e desenvolvido com imaturidade por Hollander.

Título Original: Personal Effects
Ano de Produção: 2009
Direção: David Hollander
Elenco: Ashton Kutcher, Michelle Pfeiffer, Kathy Bates, Sarah Lind, Rob LaBelle e Aleks Paunovic.
Nota: 4.5

Max Payne

30/03/2009

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Ao contrário, por exemplo, das adaptações de histórias em quadrinhos, que a cada novo exemplar vem a se firmar como sub-gênero do cinema americano, o universo do vídeo-game raramente obtêm algum sucesso quando seu argumento é transferido para a telona. Quem não for muito exigente deve aprovar alguns esforços de Paul W.S. Anderson nesta tarefa no comando de “Resident Evil – O Hóspede Maldito” e “Mortal Kombat”, mas somente o francês Christophe Gans foi capaz de entregar com o seu formidável “Terror em Silent Hill” um trabalho à altura da fonte de origem. John Moore, um diretor regular, tenta reverter a situação, mas o seu “Max Payne” deixaria Uwe Boll orgulhoso.

Desenvolvido a partir da década passada pela empresa Remedy Entertainment, o filme “Max Payne” tem um argumento do estreante Beau Thorne sendo bem fiel àquele escrito por Sam Lake. E também é idêntico a milhares de filmes do gênero de segunda que tanto pegam pó nas prateleiras de vídeo-locadoras. Payne (Mark Wahlberg, que praticamente reprisa o seu papel de “Atirador”) é um policial que começa a agir por conta própria quando sua mulher e filha pequena são assassinadas brutalmente. O culpado não aparece e Max Payne mergulha no submundo de Nova York para as suas investigações. É claro que não pode faltar a cena da boate!

Para tentar esconder a limitação do roteiro, John Moore pega novamente o seu fotógrafo da refilmagem de “A Profecia”, Jonathan Sela, para auxiliar na confecção de longa de ação com atmosfera dark e barra-pesada. Mas a qualidade visual não se casa com a falta de imaginação das cenas de tiroteio e, especialmente, o desenvolvimento burocrática da revelação sobre sociedade secreta que é responsável pela criação de droga de efeitos indescritíveis  e que está inteiramente ligada na morte da esposa e filha do personagem-título. Lamentável também é como Chris O’Donnell e a bela Olga Kurylenko se sujeitam a tal desperdício de presença em cena. Com o progresso que as adaptações de games estão tendo para o cinema pensar que “Tetris” um dia vai ganhar formas não parece ser de todo absurdo.

Título Original: Max Payne
Ano de Produção: 2008
Direção: John Moore
Elenco: Mark Wahlberg, Beau Bridges, Mila Kunis, Chris ‘Ludacris’ Bridges, Donal Logue, Chris O’Donnell, Marianthi Evans, Nelly Furtado e Olga Kurylenko.
Nota: 2.0

Olá! No jogo deste domingo serão dez os olhares a serem desvendados, todos masculinos. Boa sorte!

1: Dermot Mulroney (Matheus)photo-6

2: Guy Pearce (Vinícius)
Dica:
Nasceu na Inglaterra, mas é naturalizado australiano.
É protagonista de cultuado filme independente dirigido pelo mesmo responsável pela mais bem-sucedida adaptação de quadrinhos do cinema.
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3: Bill Pullman (Matheus)photo-8

4: Willian Hurt (Airton)photo-9

5: Peter Coyote (Marcelo)
Dica:
Já foi dirigido por Brian De Palma, Pedro Almodóvar, Roman Polanski, Sydney Pollack, Steven Spielberg entre outros diretores famosos.
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6: Tony Ramos (Matheus)eye-6

7: Patrick Fugit (Demas)
Dica:
Em um drama fez par romântico com Alison Lohan.
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8: John Hurt (Ronald)
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9: Vicent Price (Marcelo)
Dica:
Winona Ryder esteve presente em seu último filme.
Famoso pelos filmes de horror que protagonizou durante toda a carreira.eye-9

10: Joseph Fiennes (Matheus)
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No início do ano passado havia publicado imagens de celebridades do cinema e da música caracterizadas como se fossem “pessoas comuns”. Daí encontrei mais imagens hoje no Planet Hiltron e decidi compartilhar com vocês enquanto estou enferrujado por causa da maldita virose e resfriado que peguei durante a semana. Espero que consigam rir bastante! :-)  

 

Angelina Jolie
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Cate Blanchett
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Gwyneth Paltrow
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Keira Knightley
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Scarlett Johansson
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Sarah Jessica Parker
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Paris Hilton 
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Sharon Stone
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Madonna
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John Travolta
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Leotário Leonardo DiCarpio
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Matthew Perry
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Katie Holmes & Tom Cruise
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Kate Winslet
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Mal levantei para enfrentar o dia no meu aniversário de 19 anos e alguns desastres já acontecem. É cansaço, morte de Hamster, sermão de mãe, filme ruim e por aí vai. Mas nada melhor do que levantar os ânimos e ver que o azar também persegue alguns personagens do cinema numa data de aniversário. Desta forma, realizei um levantamento de longas sem necessariamente selecioná-los pela qualidade, mas pelas situações embaraçosas vividas ao comemorar o mais um ano de vida.
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jogo-de-amor-em-las-vegasJogo de Amor em Las Vegas, de Tom Vaughan (2008, What Happens in Vegas).
Presente de aniversário: a boa comédia de Tom Vaughan e com Cameron Diaz e Ashton Kutcher como par central nos mostra que nem sempre é bom armar uma festa surpresa para o parceiro ou parceira. Diaz, toda animada em surpreender o namorado acaba ouvindo vários desaforos, inclusive de que não transa bem. O problema é que todos os amigos do casal estão na sala escondidos prestes a gritar um parabéns para o sujeito.
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de-repente-30De Repente 30, de Gary Winick (2004, 13 Going on 30).
Presente de aniversário:
o adorável longa de Gary Winick é sobre Jenna Rink, interpretada por Christa B. Allen. Ela está descontente com os seus 13 anos de vida e, num passe de mágica, consegue realizar o seu sonho na data de aniversário: se tornar mais velha. É claro que a maturidade, onde  ganha as curvas de Jennifer Garner, a fará repensar muitas coisas em sua vida.
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a-isca-perfeitaA Isca Perfeita, de Jez Butterworth (2002, Birthday Girl)
Presente de aniversário:
John Buckingham (Ben Chaplin) é um homem solteiro que num momento de desespero acaba por encomendar uma parceira chamada Nadia. Ela vem nas formas de Nicole Kidman, que não fala nada em inglês. Quando pensa em “devolvê-la”, se depara com uma mulher sensual fera na cama. Mas a doçura da moça desaparece quando os personagens de Vincent Cassel e Mathieu Kassovitz aparecem na casa de John para festejar o aniversário de Nadia.
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tudo-sobre-minha-maeTudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Amnodóvar (1999, Todo sobre mi madre)
Presente de aniversário:
Esteban (Eloy Azorín) ganha um presente de sua mãe Manuela (Cecilia Roth) no seu aniversário bem tentador: conhecer os bastidores de uma peça estrelada por Huma Rojo (Marisa Paredes). Dá que o sujeito é atropelado quando tenta apanhar um autógrafo da musa. A tragédia rende um longa onde Almódovar, mas do que nunca, trata de dramas femininos com muita sensibilidade.
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vidas-em-jogoVidas em Jogo, de David Fincher (1997, The Game)
Presente de aniversário:
cineasta David Fincher, o magnata interpretado por Michael Douglas é um homem infeliz, mesmo que podre de rico. A “razão de sua existência” é, digamos, testada quando seu irmão Conrad (Sean Penn) lhe dá um presente de aniversário bem incomum, cortesia do Serviços de Recreação do Consumidor. Pena que a festa armada no final do longa seja bem desapontador para o espectador, ainda que ele traga Deborah Kara Unger, um presentaço!
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O Mentiroso, de Tom Shadyac (1996, Liar Liar)o-mentiroso
Presente de aniversário:
outro pedido de aniversário vindo de um garotinho (Justin Cooper) que se concretiza num passe de mágica. Neste hilariante longa de Tom Shadyac, Jim Carrey é um sujeito que vive mentindo para todos ao seu redor. A verdade aparece quando seu filho assopra as velas do seu bolo de aniversário pedindo que seu pai pare de mentir.
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vizinhanca-do-barulhoVizinhança do Barulho, de Paris Barclay (1995, Don’t Be a Menace to South Central While Drinking Your Juice in the Hood)
Presente de aniversário:
Shawn Wayans  e Marlon Wayans um dia já foram bem engraçados. Mas não é este o presente que a comédia reserva. Na tal vizinhança do barulho do título só há moradores excêntricos, desde a velha viciada em drogas até mesmo a Dashiki, jovem mulher com um caminhão de filhos. Reza a lenda no local de que muitas pessoas não sobrevivem depois dos 21 anos. E é uma bala que recebe um indivíduo ao assoprar as velas do seu bolo do 21º aniversário.
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Um Dia de Fúria, de Joel Schumacher (1993, Falling Down)um-dia-de-furia
Presente de aniversário:
aqui não estamos diante de um filme que destaca a comemoração do aniversário, mas vale lembrar que a filha de Michael Douglas completa mais um ano de vida. Ele é um sujeito que está com o casamento acabado e que vive um dia de fúria diante da bagunça de Los Angeles. O presente daqui está mais para aquele que se prepara para um inimigo secreto, tamanho o constrangimento que a fita transmite.
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a-profecia1A Profecia, de Richard Donner (1976, The Omen)
Presente de aniversário:
aqui uma jovem empregada encarregada de cuidar do pequeno Damien Thorn lhe presenteia de forma bem inusitada na sua festa de aniversário: com um suicídio. Talvez seja a comemoração de aniversário mais macabra vista nos cinemas! Mais bizarro é os fatos que ocorreram nos bastidores, seja da decapitação da esposa do responsável pelos efeitos especiais do filme até bombardeiros no hotel onde Richard Donner estava hospedado.
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As Irmãs Diabólicas, de Brian De Palma (1973, Sisters)as-irmas-diabolicas
Presente de aniversário:
depois de passar a noite com Danielle (Margot Kidder), Phillip Woode (Lisle Wilson) vai a uma loja e encomenda para o mesmo instante um bolo de aniversário, vendo que já sabe sobre o aniversário de Danielle. O problema é que ela tem uma irmã gêmea de personalidade oposta chamada Dominique (também Kidder) e é com facadas que ela retribui as boas intenções de Phillip.