Eu, Meu Irmão e a Nossa Namorada
29/06/2009

Peter Hedges só veio a dirigir o seu primeiro longa-metragem em 2003, sendo o filme “Do Jeito Que Ela é”. Antes desse momento, assinou os scripts de “Um Grande Garoto” (pelo qual foi indicado ao Oscar), “O Mapa do Mundo” e “Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador”. E todos esses títulos relevam algo muito parecido com o mais recente “Eu, Meu Irmão e a Nossa Namorada”, que Hedges escreve e dirige, sendo a história envolta de uma estrutura familiar repleta de abalos. Este mais recente filme de Hedges, que tem uma química especial entre Steve Carell e Juliette Binoche, está longe de alcançar toda a emoção do seu filme anterior que contava com Patricia Clarkson e Katie Holmes interpretando, respectivamente, mãe e filha que nunca tiveram uma relação afetuosa, mas alcança pontos elevados graças a sua simpatia e ternura.
Steve Carell expande a sua versatilidade incorporando Dan Burns. Ele é um sujeito que escreve uma coluna de auto-ajuda bem-sucedida para um jornal. Mas ele tem os seus problemas pessoais bem delicados para tentar resolver. Tornou-se viúvo e cria sozinho as três filhas que herdou dessa união, todas bem jovens (interpretadas por Alison Pill, que trabalhou com Hedges em “Do Jeito Que Ela é”, Brittany Robertson e Marleen Lawston). Em um instante vem o convite para todos passarem um final de semana na casa dos pais de Dan (John Mahoney e Dianne Wiest) e será nessa pausa com toda a família que ele passa por crises emocionais a partir de uma coincidência: ele sente uma atração repentina por uma estranha (Juliette Binoche) que logo será apresentado pelo seu irmão (Dane Cook) como Marie, a sua namorada. Mesmo sabendo desse compromisso acontecendo entre Marie e seu irmão, Dan será capaz de evitar os sentimentos por ela que crescem a cada minuto mais e mais?
Enquanto acompanhamos até ver no que isto vai dar Peter Hedges preenche o seu filme com muitos personagens. Mas isto não é um problema. Na verdade, quanto vemos todo o elenco em cena juntos, sendo fazendo exercícios físicos, apresentando quadros com base na própria criatividade ou mesmo na sala de estar conversando enquanto aproveitam uma boa refeição “Eu, Meu Irmão e a Nossa Namorada” atinge os seus melhores momentos, fazendo com que o espectador pareça estar por dentro de todos aqueles entretenimentos familiares. Notem a alegria que o filme consegue transmitir quando John Mahoney e Dianne Wiest estão armando um número cômico e certa melancolia posterior a esta cena onde Steve Carell canta a infalível “Let My Love Open the Door”. Não há dúvidas de que Peter Hedges é um talento nato analisando todos os seus trabalhos, que às vezes apresentam personagens amargurados ou que enfrentam uma fase triste em suas vidas, mas que conquista qualquer espectador com a simplicidade e o carinho com que faz e escreve os seus filmes.
Título Original: Dan in Real Life
Ano de Produção: 2007
Direção: Peter Hedges
Elenco: Steve Carell, Juliette Binoche, Dane Cook, Alison Pill, Brittany Robertson, Marlene Lawston, Dianne Wiest, John Mahoney, Amy Ryan e Emily Blunt.
Nota: 7.5
Cinéfilo desde a infância, Alex Gonçalves, 19 anos, iniciou as suas atividades no Cine Resenhas em 25 de fevereiro de 2007, ainda que antes disso já tenha preservado outros espaços com suas análises. A paixão pelo cinema o motivou a escrever de maneira geral sobre esta fascinante arte, dedicando o seu tempo livre para publicação de seu próprio material. Atualmente trabalha na área administrativa e cursa escolas de Idiomas e Gestão em Negócios, tendo também interesse em audiovisual e fotografia. Está aberto a participar de projetos em outros espaços, assim como expandir o seu ciclo de amizades virtuais.

= Ótimo
= Bom
= Regular
= Fraco
= Péssimo









29/06/2009 at 12:00
Eu adoro o Carell mas acho que ele se repete demais. Tirando o Michael de The Office, pra mim ele faz sempre o mesmo tipo. Sobre o filme, não curti tanto. Sei que a intenção era fazer um filme alegre e descontraído, mas acabei achando bobo até demais.
Abraço!
29/06/2009 at 12:35
Uma química interessante entre o Steve Carell e a Juliette Binoche, mas pouco mais…
http://splitscreen-blog.blogspot.com/
29/06/2009 at 15:05
Hahaha eu vi esse filme, achei bem sessão da tarde, mas me divertiu horrores hasuashuashs
É bem verdade que Carell sempre faz o mesmo tipo tb! Ele em The Office tá tão bem que chega irrita as vezes né? Aquele personagem dele muito pé no saco!!!!
29/06/2009 at 16:15
Alex, stranger! Esse filme até que me surpreendeu, não costume ver esse gênero de filme e ele me pegou de surpresa, talvez por isso minha cotação tenha sido um pouco maior do que a sua!
29/06/2009 at 17:21
Bruno, já eu acho que ele é muito versátil. Seu desempenho aqui e em, por exemplo, “Pequena Miss Sunshine”. E uma pena que não tenha conseguido se deixar pelo filme. Eu o achei muito simpático.
Tiago, a química entre eles é uma das melhores coisas do filme.
Robson, esse filme não me surpreendeu como gostaria por conta do filme anterior do Peter Hedges, qe considero um dos mais maravilhosos que ja vi na minha vida. Mas que bom que foi uma agradável surpresa para você!
Mandy, infelizmente eu não assisto “The Office”. Aliás, não acompanho nenhum seriado sequer. Assim, não posso concordar ou não com você.
29/06/2009 at 21:06
Eu amei esse filme. Foi, inclusive, um dos meus favoritos do ano passado. O que me conquistou nele foi a sua simplicidade, a sua sinceridade. Peter Hedges se mostra um expert no tipo de filme que explora o relacionamento familiar.
29/06/2009 at 21:44
Confesso que fiquei bem surpreso com esse filme. Esperava que fosse apenas mais uma comédia qualquer, mas ao final se revelou com uma das histórias mais sinceras do último ano. O Carell está soberbo. E meu Deus, quase todo mundo desse filme está na segunda temporada de “In Treatment”. Ok, exagerei: apenas Wiest, Mahoney e Pill.
30/06/2009 at 09:35
Eu não achei este filme para alugar.
30/06/2009 at 13:31
Olá Alex!
Indiquei teu blog para receber o selo “BLOG DE OURO”!
Acesse o meu e veja lá como funciona, acho q vc já conhece, mas ñ sei se vc já recebeu o selo..rs.. se sim, me fala, q eu mudo a indicação (acho q ñ pode repetir), se ñ, meus parabéns, vc merece!
Quanto ao filme, achei muito legal e bacana, a sequência q o kra volta pra casa e vê lá a mulher q conheceu são as melhores, com momentos engraçados, adorei o filme, Juliette Binoche e Steve Carrel ficaram bem no par romântico, muito boa química. nota 7.5 tbm!
Abs! Diego!
30/06/2009 at 18:19
ACHEI O FILME BEM ADORÁVEL, UMA DAS MELHORES SURPRESAS DO ANO PASSADO.
30/06/2009 at 22:31
Foi um filme que surpreendeu. Talvez porque eu não esperava uma história melancólica…
30/06/2009 at 22:46
Eu curti muito este filme, adorei ver o Steve canmtando “Let My Love Open the Door”… Aliás, nem sabia que este é do mesmo dirteor de O Mapa do Mundo, gosto muito deste também… Vou procurar os outros filmes pra mim ver!
Adorei o bl0g!
30/06/2009 at 23:50
Não gostei, principalmente porque a dosagem de melodrama e comicidade não ficou legal. Mas o Steve Carrel é um cara legal.
Abs!
01/07/2009 at 14:01
Olá, Alex! Tudo bem?
Deve saber muito bem o que eu acho do filme, mas digo mais uma vez: filme sincero e muito simpático. Uma grata surpresa no ano que passou!
Beijos!
01/07/2009 at 14:28
Kamila, lembro muito bem do quanto você havia gostado do filme quando assistiu. Ele é mesmo muito simples e modesto.
Vinícius, notei que o filme surpreendeu a muitas pessoas, embora não tenha me tocado de forma muito especial. E nem me fale de “In Treatment” ou de qualquer outro seriado, pois essas atrações televisivas não anda sendo o meu forte, rs.
Fernando, sério? Continue procurando que um dia você talvez consiga encontrar em alguma locadora próxima.
Diego, muitíssimo obrigado! Eu recebi o selo do Vinícius, mas eu aceito a sua menção, caso não opte por selecionar outro blog ao posto, rs. Já sobre “Eu, Meu Irmão e a Nossa Namorada” a dupla Steve Carell e Juliette Binoche conferem uma sintonia singular! Abraços!
Brenno, o que mais gostei do filme e que até mesmo indiquei na premiação anual no blog é o elenco.
Matheus, o filme atinge ótimos momentos melancólicos, mas o que vale é o seu humor de qualidade.
Thiago, na verdade o Peter Hedges é roteirista de “O Mapa do Mundo” e não o diretor. Mas procure sim pelos outros filmes que trazem o nome de Hedges, especialmente “Do Jeito Que Ela é”. Obrigado pela visita!
Pedro, tu que não é legal, rs. O filme é muito bom! Abraços!
Mayara, sei sim! E eu espero que o Peter Hedges
realize mais um filme em breve e que ele também seja recebido com todo esse entusiasmo. Beijos, tudo de bom!
01/07/2009 at 17:54
Esse filme é bem legalzinho. Apesar de o retrato da família ser um tanto irreal. Steve Carrell é ótimo.E Binoche também.
Abraços!
01/07/2009 at 18:02
Ciro, por que irreal? Bem, se eu comparar a família do personagem do Carrell com a minha de fato é, rs. E eu fiquei surpreso por ver Juliette Binoche em um filme como este, leve e descontraído. Abraços!
02/07/2009 at 10:04
Valeu Alex!
Se já recebeu o selo fica então a menção, ñ tenho mais pra quem indicar q ñ tenha recebido..rsrs..
Abs! Diego!
02/07/2009 at 11:31
Diego, eu agradeço bastante! Farei o possível para preparar uma postagem sobre o selo no sábado (estarei muito ocupado neste dia, daí aproveito uma hora livre para postar o selo, já que será rápido). Abraço!
05/07/2009 at 00:23
Quando um filme tem no elenco Steve Carrel, para mim já é sinal de uma boa comédia, sem exageros nem ridicularizações. Ainda mais quando conta com a participação da excepcional Juliette Binoche, grande atriz francesa, e é até uma surpresa vê-la aqui. Existe uma química muito boa entre os dois e o texto do filme é agradável, além de conter seus momentos de melancolia. Filme engraçado, mas bastante sóbrio. E a dinâmica daquela família também é algo bastante legal.
06/07/2009 at 11:22
Rafael, é verdade! Por isso que procuro com prioridade os filmes de Carrell quando o assunto é comédia. E em todos os filmes do Hedges, seja como diretor ou roteirista, há mesmo essa dinâmica familiar.