Frost/Nixon
08/07/2009

Adaptação da peça teatral de Peter Morgan, “Frost/Nixon” marcou presença na última cerimônia do Oscar com indicações em cinco categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Frank Langella), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição. Assim como “Dúvida“, filme que também recebeu cinco nomeações, “Frost/Nixon” saiu de mãos vazias, embora se mostre um filme melhor do que a maioria da concorrência. Frank Langella e Michael Sheen dividiram a cena na peça de Morgan e na versão cinematográfica conduzida por Ron Howard ambos reprisam com maestria os seus papéis.
Michael Sheen incorpora o apresentador britânico David Frost e Frank Langella o ex-presidente Richard Nixon. Encarado somente como um showman, Frost tenta reverter o quadro de sua reputação profissional convidando Nixon para a sua primeira entrevista após a renúncia de 1974, ocorrida pelo caso Watergate, o escândalo político de operações ilegais com os quais esteve envolvido. O ex-presidente aceita a proposta depois de um contrato que o faria filmar algumas horas de entrevistas divididas em quatro dias em troca de uma elevada quantia em dinheiro.
E assim segue-se “Frost/Nixon”, revelando todos os bastidores dessa entrevista que, quando apresentada, conquistou a audiência de milhares de espectadores, que ouviram pela primeira vez após a renúncia Frost declarando a decepção que causou à nação americana. O que valoriza esse acontecimento histórico encenado nos cinemas é que não se trata unicamente de uma fita política, escancarando aos poucos o caráter e vulnerabilidade entre entrevistador e entrevistado em um verdadeiro duelo verbal. O resultado só não é melhor pela ausência de tensão que há em diversas passagens da entrevista. Afinal, o melhor momento de “Frost/Nixon”, quando Nixon surpreende Frost em uma ligação noturna, não se passa em uma sala de estar em frente às câmeras.
Título Original: Frost/Nixon
Ano de Produção: 2008
Direção: Ron Howard
Elenco: Frank Langella, Michael Sheen, Kevin Bacon, Rebecca Hall, Matthew Macfadyen, Sam Rockwell, Oliver Platt e Toby Jones.
Nota: 7.0
Cinéfilo desde a infância, Alex Gonçalves, 19 anos, iniciou as suas atividades no Cine Resenhas em 25 de fevereiro de 2007, ainda que antes disso já tenha preservado outros espaços com suas análises. A paixão pelo cinema o motivou a escrever de maneira geral sobre esta fascinante arte, dedicando o seu tempo livre para publicação de seu próprio material. Atualmente trabalha na área administrativa e cursa escolas de Idiomas e Gestão em Negócios, tendo também interesse em audiovisual e fotografia. Está aberto a participar de projetos em outros espaços, assim como expandir o seu ciclo de amizades virtuais.

= Ótimo
= Bom
= Regular
= Fraco
= Péssimo









09/07/2009 at 00:11
Um bom filme, muito bem conduzido pelo diretor de Anjos e Demônios. Boas performances e um roteiro inteligente.
09/07/2009 at 01:33
Geralmente não vejo grande coisa na direção do Ron Howard (e nem acho que seja um dos melhores aspectos de “Frost/Nixon”), mas talvez esse seja o melhor filme que já vi do diretor. Bem roteirizado e principalmente atuado, prendeu minha atenção por duas horas…
09/07/2009 at 10:01
Cara, eu gostei beeem mais que você… talvez por que esperava bem menos de um filme político e me surpreendi… achei bem agradável!
9/10
09/07/2009 at 12:42
A melhor coisa que Howard fez nos últimos anos. Grande filme.
09/07/2009 at 16:56
Olá, Alex! tudo bem?
Realmente não esperava muita coisa de “Frost/Nixon”, mas realmente me surpreendeu bastante. Ron Howard conseguiu conduzir a história com ótimos dialogos, sem se tornar monotono.
P.S.: Tem um selo para você lá no blog!
Beijos!
10/07/2009 at 15:09
Filme correto e intrigante, não esperava tanto, já que filmes políticos são geralmente tediosos (salve raras exceçôes), mas o diretor Ron Howard foge disso conduzindo seu filme da melhor maneira possível para que o expectador crie um interesse maior de acompanhar o embate entre entrevistado (Frank Langella – excelente) e entrevistador (Michael Sheen – ótimo), que é o grande lance do filme, tudo graças ao bom e caprichado roteiro. nota 7.5!
Abs! Diego!
10/07/2009 at 16:49
FROST/NIXON é um daqueles filmes que marcam e que com certeza veremos referências futuras, dentro ou fora das telonas.
SORO: fotografia; atuações; roteiro, produção; direção; maquiagem; figurino; som.
VENENO: Kevin Bacon pouco explorado.
NOTA (0 a 5): 4
****
10/07/2009 at 18:07
Ah, gostei muito mais que você, Alex. Até agora é um dos melhores do ano, o que eu nunca pensei em dizer se tratando de um filme do Howard. hehe Mas tudo é muito bom, destaco principalmente as atuações [Sheen e Langella soberbos! e a edição. Dei nota 9.
[]s!
11/07/2009 at 04:32
Acho que Howard poderia ter ido além em certas cenas, mas sua direção é focada, o roteiro instigante e seu elenco, estupendo. Uma obra interesantíssima.
Nota 8.5
12/07/2009 at 16:28
Pedro, você pareceu aqueles anunciantes de estréias por aqui, com este “conduzido pelo diretor de Anjos e Demônios”, rs.
Vinícius, eu não acho Ron Howard grande coisa também e o filme de fato é envolvente durante as suas duas horas.
Robson, também não esperava grande coisa. E no fim não é mesmo, embora tenha superado as baixas expectativas que tinha.
Pedro, pode me bater, mas acho que o meu preferido do diretor dentro do que ele rodou nos últimos anos é “Desaparecidas”, rs…
Mayara, concordo, embora eu estivesse aguardando por um filme mais tenso. E obrigado pelo selo. Passarei hoje no Apaixonada por Cinema. Beijos, tudo de bom!
Diego, eu gosto tanto de filmes políticos como gosto de matemática, rs. Mas o embate dos personagens centrais até que rende. Abraços!
Anderson, também achei que o personagem de Kevin Bacon é pouco explorado pela narrativa. O ator está ótimo e senti que se melhor trabalhado o seu papel seria tão interessante quanto o de Frost e Nixon.
Jeff, me lembro que você tinha ficado bem surpreso com o filme na época do Oscar. Também me surpreendi um pouco com que vi, mas ele não é um dos meus prediletos deste ano. Abraços!
Wally, poderia ter ido mais além mesmo, já que, como mencionei na resenha, o confronto verbal entre os personagens não rende sempre a tensão que imaginava ou esperava.
13/07/2009 at 22:24
O conceito minimalista desse filme é intrigante. A ideia de duelos verbais também. Quando sair em BD vou assistir.
13/07/2009 at 23:02
Gustavo, acredito que seja um filme que você deve apreciar. Comente-o quando assistir.
03/08/2009 at 10:06
[...] “Entre os Muros da Escola” conquistou, sendo na média o melhor filme do mês. “Frost/Nixon” passou raspando, com 82%. Já o cantor Daniel pode aposentar tanto o seu violão quanto as [...]