Falando Grego
27/10/2009

Desde “Casamento Grego” a atriz Nia Vardalos parece não ter sido capaz de seguir adiante com um trabalho que não remetesse a este grande sucesso de 2002. De lá para cá seguiram-se uma curta e mal-sucedida temporada de “Casamento Grego – A Série”, que acompanhava os acontecimentos posteriores ao filme original e o discreto “Connie e Carla – As Rainhas da Noite”. Houve até mesmo o terrível “Eu Odeio o Dia dos Namorados“, sua estreia na direção. Um pouco antes ela protagonizou “Falando Grego”. O título já entrega semelhanças com “Casamento Grego”, mas o resultado é surpreendente agradável, onde a atriz retorna a sua boa forma e o casal Tom Hanks e Rita Wilson novamente assinam a produção.
Desta vez, Nia Vardalos é Georgia. Trata-se de uma mulher com os seus quarenta anos totalmente entediada com a própria vida. Muito por conta de sua profissão como guia turística na Grécia. Lidando sempre com os mesmos estereótipos de turistas ela decide que o tour narrado em “Falando Grego” seja o último antes de sua demissão. No entanto, o grupo que a acompanha, especialmente o simpático velhinho Irv (Richard Dreyfuss, o grande trunfo do filme), fará com que ela reveja a sua atual situação, especialmente no campo amoroso.
O roteiro de Mike Reiss (muito conhecido pela sua contribuição na série animada “Os Simpsons”) tem lá um ou outro momento superficial, mas ganha muito contando com a direção experiente de Donald Petrie, que realizou os divertidos “Miss Simpatia”, “Como Perder Um Homem em Dez Dias” e “Três Mulheres, Três Amores”. Com uma mistura irresistível de graça e ternura, o diretor garante um resultado que se aproxima não de “Casamento Grego”, mas de filmes como “Sob o Sol da Toscana”. Pode-se dizer que assim como Frances (personagem de Diane Lane), Georgia descobrirá através das adoráveis pessoas que a cercam transitando nas maravilhosas ruínas da Grécia que é preciso somente um pouco de otimismo para ver que a felicidade que sempre procura está ao seu redor – ou seguindo a tradição grega, a recuperação do seu kefi.
Título Original: My Life in Ruins
Ano de Produção: 2009
Direção: Donald Petrie
Elenco: Nia Vardalos, Alexis Georgoulis, Richard Dreyfuss, Alistair McGowan, Harland Williams, Rachel Dratch, Caroline Goodall, Ian Ogilvy, Sophie Stuckey, María Adánez, Brian Palermo, Jareb Dauplaise, Simon Gleeson, Natalie O’Donnell, Ian Gomez e Rita Wilson.
Nota: 8.0
Cinéfilo desde a infância, Alex Gonçalves, 19 anos, iniciou as suas atividades no Cine Resenhas em 25 de fevereiro de 2007, ainda que antes disso já tenha preservado outros espaços com suas análises. A paixão pelo cinema o motivou a escrever de maneira geral sobre esta fascinante arte, dedicando o seu tempo livre para publicação de seu próprio material. Atualmente trabalha na área administrativa e cursa escolas de Idiomas e Gestão em Negócios, tendo também interesse em audiovisual e fotografia. Está aberto a participar de projetos em outros espaços, assim como expandir o seu ciclo de amizades virtuais.

= Ótimo
= Bom
= Regular
= Fraco
= Péssimo









28/10/2009 at 07:45
Oi Alex!
Boa crítica. Vi o filme em setembro e gostei.
A história é simples, leve e despretensiosa.
Agrada e uma boa opção. A Nia V tá tão solta no papel, uma graça. E as paisagens são divinas!
Vendo o filme, lembrei de uma disciplina que cursei na faculdade, chamada “História da arte” que ela ja havia ido a Grecia e na aula sobre este tema, nossa como ela falou bem de lá.
Saudades.
Um abraço.
PS. eu recebi um e-mail seu falando sobre alguns filmes que podem ser avaliados por nós cinefílos.
Assim que terminar de avaliar os que assisti, mando de volta.
28/10/2009 at 08:58
Espero que seja bom mesmo, pois esse diretor só fez um filme que eu gostei “Miss Congeniaity”
28/10/2009 at 19:11
Se o filme for do mesmo nível do deliciso passatempo “Casamento Grego”, já está de bom tamanho, fiquei curiosa depois de seu texto.
Beijos!
29/10/2009 at 16:03
Odeio “Casamento Grego” e “Sob o Seu da Toscana”, ou seja, esse filme provavelmente não deve funcionar para mim… sem falar que a Nia Vardalos é o grande fail da década.
30/10/2009 at 00:30
Seu texto me motivou a ver este filme, pelo qual eu sinceramente não dava nada.
30/10/2009 at 13:40
Gostei muito do “Casamento Grego”!
Se esse tbm for bom conforme seu texto, deverei curtir!
O “Eu Odeio o Dia…” tenho no HD, mas ñ vi ainda!
Abs! Diego!
03/11/2009 at 10:20
Cintia, obrigado. É um filme cuja história apresenta os mesmos adjetivos ditos em seu comentário, com o diferencial de ainda levantar os ânimos do espectador. E infelizmente o Ponto Crítico de Maio já se encontra publicado. Mas caso queira participar do próximo… Abraços.
Marcelo, o Donald Petrie já deu alguns escorregões, como aquele “Sorte no Amor”, com a Lindsay Lohan. Mas ele acertou na maioria das vezes e “Miss Simpatia” é o seu melhor filme.
Mayara, mesmo nível talvez não seja (não sei se você sabe, mas “Casamento Grego” é um dos meus filmes favoritos!), mas chega muito, muito perto. Beijos.
Vinícius, não seja tão malvado!
E “Casamento Grego” e “Sob o Seu da Toscana” são os melhores filmes da década dentro dos seus respectivos gêneros.
Wally, é um filme adorável que merece ser visto.
Diego, eu também. É uma excelente comédia que arranca humor dos momentos mais inusitados e sinceros. Já “Eu Odeio o Dia dos Namorados“… Abraços.