Como não tenho resenhas concluídas e o tempo necessário para publica-las, optei por atualizar hoje o Cine Resenhas dando destaque aquelas produções cujo lançamento são os mais aguardados por mim neste ano de 2009. A seleção já estava pronta e abaixo de cada pôster ou imagem vocês terão um pequeno resumo da ficha técnica de cada um dos filmes. Lembrando que alguns dos filmes aqui destacados já foram exibidos nos Estados Unidos e em outros cinemas internacionais, mas a lista somente apresentará aqueles que ainda são inéditos no Brasil.

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- Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic)
- Dirigido por P.J. Hogan
- Com Isla Fisher, Hugh Dancy, Krysten Ritter, Joan Cusack, Joan Cusack, Leslie Bibb, Kristin Scott Thomas e John Lithgow.
- Trailer
- Por que está na lista? Não sei se os visitantes sabem, mas P. J Hogan é um dos meus diretores prediletos. Ainda que trabalhe com premissas bem comuns, mas cheio de elementos bem especiais, confesso que é difícil a minha semana não ficar boa quando revejo os seus filmes, especialmente “O Casamento do Meu Melhor Amigo” e “Amor a Toda Prova”. Infelizmente ficou um pouco afastado da direção com o fracasso nas bilheterias americanas do excelente “Peter Pan”, mas nesta adaptação do romance de Sophie Kinsella sobre uma garota que vive de luxos não deve deixar de encantar.

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- Halloween 2 (H2)
- Dirigido por Rob Zombie
- Com Tyler Mane
- Por que está na lista? O “Halloween” de 2007 foi uma grande decepção. Mas se seguimos uma lógica no caso de Rob Zombie, podemos dizer que o cineasta e integrante do grupo “White Zombie” acerta quando dirige uma sequência. Assim é o que confirmamos o que vem depois de ” A Casa dos Mil Corpos”, o espetacular “Rejeitados Pelo Diabo”. A Dimension não havia aprovado muito o trabalho de Zombie na refilmagem/prequel de 2007, mas confirmou o roqueiro para tocar a continuação que será lançada ainda este ano nos Estados Unidos. O estranho é que estamos em 2009 e nem sinal do primeiro filme por aqui.

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- Happy Tears
- Dirigido por Mitchell Lichtenstein
- Com Demi Moore, Parker Posey, Rip Torn, Ellen Barkin, Christian Camargo.
- Por que está na lista? Demi Moore retornou com força total à sua profissão e parece não deixar vestígios de que voltará a dar pausas em sua carreira. E o melhor de tudo: vem mostrando o seu talento dramático em filmes modestos, independentes e de qualidade. Depois de “Bobby“, “Um Plano Brilhante” e o bom suspense “Instinto Secreto“, Moore une-se a musa do cinema independente Parker Posey em “Happy Tears”. A premissa deste filme em pós-produção conta a história de duas irmãs pouco unidas que tem de lidar com o pai doente vivido por Rip Torn. É o segundo filme do diretor Lichtenstein, que realizou anteriormente o cultuado “Teeth”.

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- Nine
- Dirigido por Rob Marshall
- Com Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Judi Dench, Stacy Ferguson, Kate Hudson e Sophia Loren.
- Por que está na lista? Por Nicole Kidman, oras! Brincadeira. Mas basta ver os nomes femininos no elenco e comprovar o talento que Rob Marshall tem dentro do gênero musical que “Nine” já se torna um atrativo. As poucas imagens até agora divulgadas indicam que há muito de “Chicago” e desde já o filme aparenta ter potencial para obter grande sucesso tanto nas bilheterias quanto nas premiações de cinema.

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- O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married)
- Dirigido por Jonathan Demme
- Com Anne Hathaway, Rosemarie DeWitt, Mather Zickel, Bill Irwin, Anna Deavere Smith, Anisa George, Tunde Adebimpe e Debra Winger.
- Trailer
- Por que está na lista? Ao invés dos grandes blockbusters, sempre prefiro ficar de olho no cinema independente, aquele que nos proporciona os melhores longas do ano. E ao julgar pela excelente recepção à “O Casamento de Rachel” podemos aguardar por um bom filme no mínimo. Aqui a talentosíssima Anne Hathaway interpreta Kym com grandes chances de vencer o Oscar. Esta comparece ao casamento de sua irmã Rachel do título, esta incorporada por Rosemarie DeWitt. E muitos dramas familiares do passado devem atingir todos os personagens.

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- Por Amor

- Dirigido por David Hollander
- Com: Ashton Kutcher, Michelle Pfeiffer e Kathy Bates.
- Trailer
- Por que está na lista? Esta adaptação de um conto de Rick Moody pode render a Ashton Kutcher um bom desempenho. Ainda que sempre dê preferência a projetos mais cômicos, aos poucos o jovem ator vai desenvolvendo o seu talento dramático em dramas independentes. Mas também não dá para desviar a atenção de Michelle Pfeiffer, que está belíssima nos seus já cinquenta anos. A premissa fala sobre dois seres solitários (Kutcher e Pfeiffer) que se encontram nessa condição por um motivo em comum: ambos acabaram de experimentar a dor da perda. Kathy Bates surge como a mãe de Kutcher.

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- Repo! The Generic Opera
- Dirigido por Darren Lynn Bousman
- Com: Alexa Vega, Paul Sorvino, Anthony Head, Sarah Brightman e Paris Hilton
- Trailer
- Por que está na lista? Musical é um dos meus gêneros prediletos do cinema e reunir inúmeras canções dentro de um horror gótico parece ser o suficiente para me agradar. Depois de se livrar dos compromissos com a série lucrativa “Jogoso Mortais”, o diretor Darren Lynn Bousman trás com seu “Repo! The Generic Opera” um punhado de excelentes canções dentro de um longa sobre epidemia protagonizado pela talentosa Alexa Vega com um visual de tirar o fôlego.

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- Sexta-feira 13 (Friday the 13th)
- Dirigido por Marcus Nispel
- Com Jared Padalecki, Danielle Panabaker, Aaron Yoo, Nana Visitor e Derek Mears.
- Trailer
- Por que está na lista? Há quem encare Jason Voorhees como cultura pop ou nada mais do que um prazer culpado. Mas o que importa é que passados anos e muitos capítulos (é a franquia com o maior número de sequências no gênero) o assassino grandalhão continua dando o que falar. E nada melhor do que uma atualização do excelente capítulo original para dar ares mais inovadores. E o melhor: tudo no comando de Marcus Nispel, que já tinha refilmado com sucesso o cult “O Massacre da Serra Elétrica”.

spirit

- The Spirit
- Dirigido por Frank Miller
- Com Gabriel Macht, Scarlett Johansson, Eva Mendes, Jaime King e Samuel L. Jackson.
- Trailer
- Por que está na lista? Mesmo que andam divulgando o contrário, é difícil não esperar por um novo “Sin City – A Cidade do Pecado” com “The Spirit”. Agora comandando totalmente, Frank Miller usa de seu próprio material sobre um detetive que investiga toda o criminalidade de Central City. É também um longa que se aproveita de muitos elementos característicos do cinema noir, inclusive várias mulheres fatais. Só uma coisa espanta em “The Spirit”: o seu fracasso comercial.

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- The Burning Plain
- Dirigido por Guillermo Arriaga
- Com Charlize Theron, Kim Basinger, Jennifer Lawrence e Joaquim de Almeida.
- Trailer (italiano)
- Por que está na lista? Depois da popularidade dos seus scripts, finalmente Guillermo Arriaga se torna com diretor, sendo “The Burning Plain” o seu primeiro trabalho. Muito bem comentado em Cannes, “The Burning Plain” é centrado na personagem interpretada por Charlize Theron, que tenta se ajustar ao presente depois de um passado trágico envolvendo os seus pais.

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- O Lutador (The Wrestler)
- Dirigido por Darren Aronofsky
- Com Mickey Rourke, Marisa Tomei e Evan Rachel Wood.
- Trailer
- Por que está na lista? Depois do fracasso do ambicioso “Fonte da Vida”, parece que Darren Aronofsky preferiu em seu próximo projeto lidar com uma premissa mais crível moldado um filme com orçamento bem modesto. Mas o que importa aqui mesmo é Mickey Rourke, que depois de passar por grandes fracassos tanto na vida profissional quanto na pessoal a partir da década passada dá aqui a volta por cima, sendo o favorito para conquistar o Oscar de melhor ator este ano.

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- Veronika Decide Morrer (Veronika Decides to Die)
- Dirigido por Emily Young
- Com Sarah Michelle Gellar, Jonathan Tucker, David Thewlis, Melissa Leo, Erika Christensen e Florencia Lozano.
- Trailer
- Por que está na lista? Paulo Coelho tem grande prestígio nacional e é a segunda vez que o seu romance “Veronika Decide Morrer” é levado para as telas de cinema. A primeira vez foi com uma adaptação oriental de seu romance nada vista ou mesmo comentada. Desta vez temos um filme com nomes conhecidos e que os brasileiros fãs de Coelho poderam avaliar. O filme, que chega em maio por aqui, fala sobre a vida infeliz de Veronika, que chega ao ponto de cometer suidício – sem sucesso.

Corpo

27/05/2008

Depois de estar novamente afastado do Cine Resenhas, venho com a triste notícia do falecimento do grande Sydney Pollack, mas também trago divulgação de “Corpo”, produção nacional dramática que estréia nesta sexta-feira, 30 de maio, deRossana Foglia e Rubens Rewald. Abaixo vocês terão acesso a informações mais detalhadas do longa. Para conferir ao trailer entre no site de “Corpo”.

• Sinopse

Artur é um médico legista obcecado por corpos humanos, mortos ou vivos. Mesmo trabalhando em um necrotério público, num contexto de corrupção e decadência, vai além dos diagnósticos burocráticos e faz uma profunda leitura dos corpos. A rotina de seu trabalho é quebrada pela chegada de ossos encontrados em uma vala comum. Junto à ossada, está o corpo de uma mulher jovem, que provoca um embate no departamento: a sua supervisora, Dra. Lara, defende que o corpo é recente, sem nenhuma relação com os ossos, tidos como de vítimas do regime militar. Já Artur, pela análise do corpo, insiste que ele tem mais de 30 anos, pertence ao grupo dos ossos e que, por alguma estranha razão, se manteve preservado.

O veredito de Lara, no entanto, prevalece. E ela impõe um prazo: se o corpo não for identificado em 24 horas, será enterrado como indigente. Artur decide, então, investigar por conta própria a identidade daquele corpo. Em arquivos policiais, encontra a ficha de uma guerrilheira extremamente semelhante a ele: Teresa Prado Noth. Através do nome descoberto, Artur chega em Fernanda, filha de Teresa, que é idêntica ao corpo. No entanto, para a surpresa do legista, Fernanda diz que sua mãe está viva e propõe a ele conhecê-la. Artur aceita o convite.

Os dois empreendem uma busca caótica pela cidade em busca da mãe dela e da identificação do corpo. Paralelamente vão surgindo fragmentos da vida de Teresa. A garota morta era uma atriz de vanguarda que se transformara em guerrilheira de esquerda durante os anos 70; Helena foi a única testemunha de sua trajetória. Uma ambigüidade se estabelece: Os fragmentos podem ser tanto reais, como criações da mente de Artur.

Com Leonardo Medeiros, Rejane Arruda, Chris Couto, Louise Cardoso, Regiane Alves, Antônio Petrin, Sônia Guedes, Zecarlos Machado, Rogério Brito, Gustavo Machado, Doró Cross.

• Apresentação, por Rossana Foglia e Rubens Rewald

O mundo em “Corpo” é construído por e através de Artur. É ele que nos guia, a partir de seu olhar e sua melancolia. Imergimos em sua rotina, seu imaginário. Artur olha para os corpos, vivos ou mortos. Não há morbidez no olhar. Os corpos mortos podem ser olhados por nós, assim como a maneira que os legistas lidam com eles. A vida contemporânea esconde a morte, mas ela existe, e muitos lidam com ela diariamente. Artur olha para um cadáver e elabora sua própria causa mortis.

A sala de necropsia é o espaço central desse mundo. Para construí-la, buscamos elementos mais representativos da relação sensorial de Artur com este espaço. Estão presentes o contraste entre o aço inox e o calor que se esvai dos corpos, as paredes verdes e o vermelho do sangue, a umidade como resquício de vida e o apoio de cabeça, que em uma repartição pública em São Paulo pode ser algo improvisado. As cores são predominantemente dessaturadas e frias para se criar uma representação da morte associada à precariedade, burocracia e tristeza de Artur, em contraste com o mundo de excessos da personagem Fernanda e do espírito “pop” e libertário dos anos sessenta e setenta. Fernanda rouba calcinhas em um loja descolada.

Optamos por uma decupagem precisa, que estabelece o olhar de Artur, não só em relação aos corpos, mas também na criação de um clima de vigilância e censura, através de um recurso simples: as personagens olham para a câmera. Olham para quem as observa. Artur. Ele observa, sem ser visto, por trás de copos, janelas, portas e, furtivamente, em vagões de metrô. Há um jogo constante entre o observar e o ser observado. A socióloga Teresa Prado Noth observa o banho de seu jovem amante.

Quando surgiu o projeto, a intenção era enfrentar duas experiências históricas: a contracultura e os movimentos de esquerda mais radicais experimentados durante o período da ditadura militar no Brasil. Esse período está começando a ser revisto, deixou seqüelas, apesar de ser considerado superado. A contracultura também é considerada superada, como vivência e manifestação artística. O filme trabalha com a idéia de interrupção e censura em torno desses movimentos, justapondo as idéias do passado ao presente. O “nonsense” sem ideologia da atriz Fernanda dialoga com o abandono da própria identidade da guerrilheira Teresa; os procedimentos repressores de um regime ditatorial dialogam com as dificuldades diárias que Artur enfrenta na repartição pública onde trabalha, conseqüências de um excesso de pragmatismo, eficiência, burocracia e corrupção, imposições do contemporâneo. Queremos abordar a História de uma maneira diferente, não como uma reconstituição de fatos, mas buscando os vestígios do passado no presente, resíduo ainda a ser resolvido. A Dra. Lara é acossada e interrogada no banheiro por Artur e Fernanda, numa ação inútil.

A narrativa é lacunar, pois acreditamos que o espectador pode sempre ser chamado a completar um quebra-cabeças, assumindo um papel ativo, de espectador jogador. Seja bem-vindo…
 

Almas Gêmeas

21/07/2007

NINGUÉM PODE SEPARAR AQUILO QUE NASCEU PARA FICAR UNIDO
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A aguardada refilmagem de um dos melhores filmes de Brian De Palma, “As Irmãs Diabólicas”, chega ao Brasil com uma excelente notícia e duas totalmente desastrosas. A positiva é de que o “Sisters” de 2006 já tem data de lançamento pela Swen Filmes: será dia 08 de Agosto deste ano, que fará o público brasileiro conferir a produção com grande antecedência. Como tudo que é bom vem acompanhado por algumas infelizes novidades, o lançamento será visto na tela pequena. Isso mesmo. Aos que pensavam ver o trabalho do mestre De Palma atualizado para a nova geração na tela grande bem confortável na poltrona com pipoca e refrigerante, terão de improvisar no próprio lar e correr para reservar o filme na vídeo-locadora. E não é só isso. Enquanto o título internacional confirma o mesmo nome do original de 1973, fazendo com que o inédito filme com Nicole Kidman fosse alterado para “Margot at the Wedding”, aqui somos assombrados com o repetitivo e horrendo “Almas Gêmeas”. Não faz mal, pois a nossa querida atriz Chloë Sevigny nos revela a experiência de participar no filme no trecho logo abaixo, em declaração exclusiva para o site Almanaque Virtual.
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“O remake foi produzido por Ed Pressman, que produziu o original e nós temos a trilha sonora original. Atuam eu e Lou Doillon, que é a filha de Jane Birkin. Ela faz o papel de Margot Kidder. Stephen Rea faz a parte do cientista maluco e eu sou a jornalista (Grace). É bem fiel ao original. Ainda não vi o produto final mas ouvi dizer que parece que foi feito nos anos 70 e que os fãs de horror vão gostar muito. O diretor, Douglas Buck, já dirigiu três curtas chamados “The Family Portraits” e eles foram ATERRORIZANTES, então eu acho que vai ser muito bom. E é bem violento também. Infelizmente foi gravado com orçamento pequeno então alguns dos efeitos especiais não ficaram tão bons quanto Douglas gostaria que ficassem, mas nós vamos ver…”
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Se a memória não está colaborando para a lembrança, ou se o acesso ao filme é restrito a você, nada melhor do que falar sobre o enredo, que possui trechos inspirados explicitamente em “Janela Indiscreta”, “Psicose’ e “O Bebê de Rosemary”, que nos mostra a intrigante investigação de Grace Collier (Jennifer Salt), jornalista que espia apartamento vizinho no exato momento que Phillip Woode (Lisle Wilson) está sendo brutalmente assassinado. Neste mesmo instante, vemos uma mulher dando inúmeras facadas na pobre vítima. É ninguém menos do que a irmã gêmea de dúbio temperamento de Danielle (ambas interpretadas por Margot Kidder) – esta junto ao seu ex-namorado e estranho cientista (Willian Finley), escondem o cadáver dentro de um sofá, enquanto Grace relata todo o ocorrido com urgência a polícia. A história, da autoria do diretor Brian De Palma, foi desenvolvida através do fato verídico de irmãs siamesas que, após separadas, desenvolvem personalidades distintas, mas não se trata de uma adaptação da polêmica cirurgia. A trilha sonora ficou a cargo de Bernard Hermann. Lançado em DVD pela Continental, o filme pode ser encontrado em lojas especializadas no ramo de vendas de filmes ou no próprio site da distribuidora. Veja trailer de “Almas Gêmeas” com legendas em português clicando aqui.

Possuídos

01/07/2007

A PARANÓIA É CONTAGIOSA

William Friedkin é um excelente cineasta que, infelizmente, cometeu escolhas nada agradáveis ao longo de sua carreira. Mesmo assim, Friedkin teve a força de marcar seu próprio nome na história do cinema com duas realizações importantes: “O Exorcista”, a obra mais assustadora de todos os tempos que aborda a possessão demoníaca, e “Operação França”, que vencera em seu ano de lançamento os principais prêmios da Academia. Agora chegou novamente a oportunidade dele refazer o feito com outra obra de horror: o aguardado “Possuídos”. A história que estarreceu todo o público de Cannes em 2006 relata um momento delicado da vida de Agnes White (a excelente atriz Ashley Judd), que procura se afastar o máximo possível de Jerry Goss (Harry Connick Jr., de “Violação de Conduta”), seu marido extremamente violento. Entregue às bebidas e às drogas em motel, ela conhece repentinamente Peter Evans (Michael Shannon, que apareceu recentemente em “As Torres Gêmeas”). Sujeito de bom comportamento, logo entra em constante estado de paranóia com o surgimento de insetos pelo quarto onde estão hospedados. Lynn Collins (“O Mercador de Veneza”) faz a amiga lésbica de Agnes.

O filme entrou em cartaz nos Estados Unidos no final de Maio, tendo de enfrentar “Piratas do Caribe: No fim do Mundo”. Faturou um pouco mais de 7 Milhões de Dólares e tem previsão de estréia em nosso país na última semana de Agosto.